domingo, 21 de agosto de 2011

O sal da terra (post 2) Quando o sal perde o seu sabor


O sal da terra (post 2) Quando o sal perde o seu sabor

Mateus 5:13
“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.”
Quando o “o sal” não cumpri a sua função, ou seja, se torna insípido, ele perde três coisas e a primeira delas é o seu sabor “com que se há de salgar?”.
Para entendermos melhor a gravidade de o sal perder o seu sabor, vamos ver também como o evangelista Lucas registra esta mesma passagem: “Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Lucas 14:34-35).
Lucas dá ao seu registro um tom de solene advertência quando diz: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”. Isto para os nossos dias equivale a dizer: Veja lá, eu estou avisando! Não é possível que vocês são surdos! Quem já viu um sal não cumprir a sua função de salgar?!
O motivo para a séria advertência não é atoa, ambos os evangelistas, ou seja, tanto Mateus quanto Lucas, deixam claro o destino do sal que perde o seu sabor.
Lucas diz: “Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora.” Nem nos lugares mais sujos, como a terra e o monturo, ele tem utilidade. Seu lugar é à mesa, temperando o alimento, fora de lá ele não tem serventia. Assim é o crente fora da casa de Deus, não tem utilidade alguma, é como um peixe fora d’água ou um pássaro que não pode voar.
Já Mateus diz: “Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” Quando o crente insípido perde o seu lugar no Reino de Deus e parte para o mundo, as coisas não prosperam muito para ele. Como ele se encontra em um lugar que não lhe pertence, ele normalmente é colocado como tapete dos homens ímpios. No sistema de vida do mundo, que é governado pelo próprio inimigo, não existe piedade e nem misericórdia. O crente rebelde é tratado como escoria.    
Um grande exemplo disso, vemos na parábola do filho pródigo, após deixar a presença do pai e sair pelo mundo para aproveitar a vida, o dinheiro deste jovem acaba. Ele, então, começa a padecer necessidade, é colocado para alimentar porcos, mas nem a comida que os porcos comiam lhe davam para matar a fome. Ele foi verdadeiramente pisado pelos homens. E esta mesma história se repete, não com alguns, mas com todos os filhos que se tornam rebeldes e saem da presença do Pai.
Cada um dos evangelistas registra este ensino conforme o seu entendimento e ponto de vista, porém, uma frase, ambos grafaram de maneira totalmente idêntica: “com que se há de salgar?” Ambos concordam que se o sal perde o seu sabor não há nada que possa ser colocado para cumprir o seu papel. Eu desconheço qualquer substância que possa substituir o sal. De igual forma, se nós cristãos não cumprirmos o nosso papel como o sal da terra, a obra de Deus não se realizará neste mundo perdido, e todos, inclusive nós próprios, pereceremos fora da presença de Deus.
O cristão que não transmite o seu testemunho de vida é como um bombeiro que se nega a apagar um incêndio, ou como um médico que se recusa a atender o doente em situação de emergência. O servo que não traz em si as marcas de Cristo é o atalaia que não avisa o incauto da espada, que ligeiramente se aproxima para tirar-lhe a vida. O Senhor conta contigo, para livrar da sombra da morte, os que se encontram iludidos pelas mentiras do inimigo.

Buscando ser o sal que conserva seu sabor, para fazer diferença neste mundo, carente do salvador. 

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