terça-feira, 17 de abril de 2012

O crente é pecador, mas não pode se conformar com o pecado.


O crente é pecador, mas não pode se conformar com o pecado.

“Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade.
E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado.
Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.
Filhinhos, ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo.
Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.
Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” (I João 3:4-9)

Quando João pelo Espírito diz que qualquer que permanece em Deus não peca e que qualquer que peca jamais o conheceu. Ele não está, porém, afirmando que aquele que está vivendo neste mundo com o Senhor já tenha atingido o estado de santidade. Mas está dizendo que aquele que anda com Deus está investido num continuo processo de santificação, e não pode jamais, se conformar com o pecado e nem considera-lo algo comum e natural.
O próprio João reconhece a presença do pecado na vida do fiel, enquanto ele ainda está preso a esta carne: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (I João 1:8-9) É normal que o crente peque, o que não é normal é que ele não busque o arrependimento e que não lute para se libertar da sua prática.
Na verdade, ainda que o pecado em si, seja algo que o crente ainda não se libertou definitivamente, por isto Paulo diz: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?... Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.” (Romanos 7:24-25). No entanto, assim como “Quem pratica” a justiça é justo como Deus, assim também, o que vive na prática do pecado é pecador como o próprio inimigo. Por isso, ainda que estejamos sujeitos ao pecado, não podemos nos deixar dominar por ele.
O pecado é a obra e o trabalho do diabo, a incessante luta dele é para afundar o homem na desobediência a Deus, para que o homem colha o resultado da sua transgressão, o salario do pecado que é a morte física e, sobretudo, espiritual. Mas João nos faz uma declaração tremenda, ele diz: “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo”. Quando eu me coloco debaixo da cruz de Cristo, então o efeito do trabalho do maligno se torna nulo na minha vida, e ele fica envergonhado.
Mas por outro lado, se eu me conformo com o erro em minha vida, se eu deixo de lutar contra a minha natureza pecaminosa, então eu desprezo todo o sacrifício que Jesus fez por mim: “Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.” (Hebreus 10:26-27)
Assim a bíblia afirma que, aqueles que conhecem a verdade do evangelho, mas voltam a prática continua e deliberada do pecado “...de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.” (Hebreus 6:6)  Já aqueles que buscam andar na luz, assim como Deus está na luz, tem no sangue de Jesus Cristo seu filho a purificação de todos os seus pecados.
O que não se conforma com a prática do pecado é alguém que nasceu de novo, é alguém que “é nascido de Deus”. E este que é nascido de Deus “não comete pecado; porque a sua semente permanece nele”. A presença constante do Espirito Santo, habitando nele, o impede de ser escravizado pelo pecado e ele “não pode pecar, porque é nascido de Deus”.

Lutando diariamente contra a minha natureza pecaminosa, para que a semente de Deus permaneça em mim. Assim serei servo de Cristo e não servo do pecado.

Sidone Gouveia

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