terça-feira, 10 de maio de 2011

Por que sofrem as crianças inocentes?



Por que sofrem as crianças inocentes?

É de conhecimento público que, recentemente, em um programa de televisão, o Papa foi indagado por uma criança com a seguinte pergunta: "Por que devo ter tanto medo? Por que as crianças devem ter tanta tristeza? Peço ao Papa, que fala com Deus, para explicar-me". E sua resposta foi que também ele se faz perguntas como essa e que nós não temos as respostas.
Para esta pergunta que o Papa não soube responder, encontramos também resposta na infalível palavra de Deus.
O sofrimento entrou no mundo como consequência do pecado.
A primeira coisa que precisamos entender é que o sofrimento entrou no mundo como consequência do pecado. Ao criar o primeiro casal Deus lhes deu um único mandamento, e lhes advertiu que a desobediência dele lhes traria como consequência a morte: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.” (Gênesis 3:3)
Como nossos primeiros ancestrais acabaram transgredindo o que Deus lhes havia ordenado, tiveram o sofrimento como consequência imediata do seu erro: “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. (Gênesis 3:16,17)
De forma que o sofrimento não é culpa de Deus, com dizem alguns. Mas o único culpado pelo sofrimento é o pecado, ou seja, a não observância das ordenanças de Deus, mesmo porque, tudo o que ele pede de nós é para o nosso próprio bem (Dt 10.12,13).
A lei da semeadura.
 O pecado, consequentemente, gera dor e sofrimento. É como se ele fosse uma semente de tristeza que normalmente germina trazendo os frutos do caos (Digo normalmente porque Deus muitas vezes nos isenta das consequências dos nossos pecados, mas isso já é outro assunto). Paulo, pelo Espírito Santo, nos advertiu sobre a lei da semeadura:
“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.” (Gálatas 6:7-9)
Tanto a obediência quanto a desobediência tem a sua respectiva consequência. Deus alertou os filhos de Israel quanto a isso ao introduzi-los na terra que lhes havia prometido:
“Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição;
A bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que hoje vos mando;
Porém a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.” (Deuteronômio 11:26-28)
O distanciamento de Deus e a desobediência a seus princípios deixam o ser humano vulnerável a maldição do pecado.
Mas e os inocentes?
Afinal de contas se é o pecado que nos traz consequências desagradáveis... Então por que os inocentes às vezes também sofrem?
 O que claramente podemos observar é que quanto mais entregue ao pecado, mas exposto ao mal o ser humano se encontra. Podemos dar dois exemplos simples disso:
As pessoas dadas à fornicação e ao adultério estão muito mais propensas a uma doença venérea ou a uma gravidez indesejada, sem falar na infelicidade sentimental.
Outro: As pessoas dadas ao uso de drogas estão muito mais sujeitas a uma morte precoce, seja por overdose, seja por doenças ocasionadas pelo seu uso, seja também por acidentes que são comuns as pessoas não sóbrias.
 Porém, mesmo as pessoas que não cometeram determinado pecado, podem sofrer com o efeito dele. O Pastor Silas Malafaia em sua mensagem “Por que o mal nos aflige” chama isto de “uma questão de humanidade”. Esta é a lei natural que impera neste mundo contaminado pelo pecado. Por isso o sábio Salomão chegou a escrever:
“Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro;” (Eclesiastes 9:2)
E Deus permite isso?
Sim...
Será que poderíamos então chegar a conclusão que Deus é injusto? Antes disso, existem algumas coisas que precisamos ponderar.
Deus é o criador soberano
As religiões muitas vezes destorcem os papeis na relação entre o homem e Deus. Apresentam Deus como um servo do homem, que tem a obrigação de lhe suprir de tudo que precise ou deseje, e ainda, não permitir que lhe aconteça nada que ele considere ruim. Mas o fato é que Deus é o Senhor, e não o homem. Veja o que a bíblia nos alerta na carta de Paulo aos romanos:
“Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?
Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?”(Romanos 9:20,21)
Será que por acaso, se o barro pensasse e falasse, teria o direito de dizer ao artesão: - Não me amasse assim! Não!... Não me dê essa forma, não quero ser desse jeito.
Ou se as ferramentas fossem animadas e falantes, poderiam dizer aos trabalhadores: - Você está fazendo mal uso de mim!
O fato é que Deus é o nosso dono, e nós feitura sua. Ele pode fazer de nós o que bem quiser. Mesmo assim, e a despeito de entendermos diferente, ele sempre nos usa da melhor maneira, pois ele é o Deus “que faz justiça aos oprimidos” (Salmos 146:7). Ele não é injusto, mas é o juiz de toda a terra.
Os caminhos de Deus não são os nossos.
Deus nos revela esta verdade através dos escritos do profeta Isaias:
“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:8,9)
O entendimento e a visão de Deus estão infinitamente acima do nosso entendimento, ou da maneira como vemos as coisas. E assim consequentemente os caminhos que ele escolhe para cumprir os seus desígnios são muito superiores aos que nós escolheríamos. Dai o fato de às vezes não entendermos o agir de Deus.
Jó estava sendo provado, mas sua provação tinha um motivo espiritual que Jó até então desconhecia. Deus queria mostrar ao inimigo a integridade de seu servo. E depois da prova Deus o abençoou, e o seu segundo estado foi muito superior ao primeiro.
O verdadeiro servo de Deus deve entender o que Paulo, pelo Espírito, ensinou em sua epistola aos Romanos: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28)
Aconteça o que acontecer, Deus está no controle! E nos fará, a nós os retos, e aos inocentes o melhor no final.
Os justos e inocentes serão recompensados pelo sofrimento.
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;” (II Corintios 4:17) Isto é o que a fiel Palavra de Deus nos garante. Deus é galardoador dos seus servos, as aflições dos justos produzirão uma grande recompensa, que pode começar a se manifestar mesmo nesta vida, como foi o caso de Jó. E infalivelmente se manifestará na vida eterna, para aqueles que se beneficiarem do sacrifício de Cristo para alcançá-la.
Sobre isso, veja o que a bíblia diz em Romanos 8:32: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” O inocente que mais sofreu em consequência dos pecados da humanidade foi o próprio filho unigênito de Deus. O Pai não o poupou de sofrer muito naquela rude cruz para redimir o pecado de cada um de nós. Porém, por conta disso, o Pai lhe recompensou grandemente. E a palavra de Deus garante que recompensará também a nós que sofremos e permanecemos fiéis a ele.
Quanto a Cristo, “Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;” (Filipenses 2:9) A nós que lhe amamos a despeito das aflições, ele nos garante dar aquilo que as nossas mentes jamais imaginaram: Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” (I Corintios 2:9)
E é assim que ele nos consolará para sempre, pois no final das escrituras João escreveu uma promessa...
 “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”;
e então...
 “não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.” (Apocalipse 21:4)
Do esconderijo do Altíssimo e sob suas asas protetoras,
Sidone Gouveia. 


4 comentários:

  1. Muito bom essa explicação, são perguntas frequentes de pessoas leigas no assunto,principalmente quando ver algumas reportagens incluindo crianças idosos e as quando está acontecendo com ela mesmo.

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    1. É verdade irmão Ronaldo. Deus lhe abençoe!

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  2. Belíssima explicação irmão Sidone Gouveia, sou novo no caminho espiritual é tirou as aflições e dúvidas que perturbavam meu coração. Deus lhe abençoe.

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    1. Amém prezado irmão! Que o Senhor continue lhe abençoando e lhe fortalecendo a cada dia!

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