sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Um menino nos nasceu (esboço de pregação para o culto de Natal).

 Um menino nos nasceu (esboço de pregação para o culto de Natal).

Tipo de sermão: textual 

Texto base: (Isaias 9.6)

Introdução: Aproximadamente 700 anos antes do nascimento do Senhor Jesus o profeta anuncia este evento único e sublime: “Porque um menino nos nasceu". No verso 14 do capitulo 7, o profeta diz que este menino que nasceria de uma virgem seria o Emanuel, que segundo o evangelista Mateus é o Deus conosco (Mt 1.23).
Embora não haja uma ordenança bíblica para que se celebre o nascimento de Cristo, mas para que se celebre a sua morte (1Co 11.24-26) já que este foi o ato que possibilitou a nossa redenção. No entanto o dia 25 de dezembro é o dia em que o mundo todo lembra o nascimento de Jesus, e nós cristãos não podemos deixar de celebrar também este acontecimento.
Vejamos algumas verdades importantes que o profeta nos revela neste texto sobre o nascimento do nosso Salvador:

1. O Senhor Jesus foi dado, foi concedido, como um presente de Deus a humanidade “um filho se nos deu”.

- (Jo 3.16) O ato de Deus doar o seu único filho pela humanidade foi a maior prova de amor de toda a história.
- (Rm 5.8) O amor de Deus se manifestou por nós na doação de seu filho quando nós ainda éramos pecadores.
- (1Jo 4.9) Deus no doou o seu filho para que por meio dele pudéssemos ter vida (Jo 10.10).

2. O menino que nasceu segundo a palavra do profeta é o grande Rei “e o principado está sobre os seus ombros”.

- Os judeus esperavam que o Messias reinasse sobre eles para libertá-los do jugo romano (At 1.6). Mas Jesus disse que o seu reino não era deste mundo (Jo 18.36).
- (1Tm 6.15) O Rei dos reis se manifestará no tempo apropriado.
- (Ap 19.15-16) O Rei dos reis castigará a impiedade das nações e as regerá com vara de ferro.

3. Os nomes que revelam o caráter do Rei que nos foi concedido “e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

- Maravilhoso: (Mt 8.27) Ele faz maravilhas como nenhum outro.
-Conselheiro: (Mt 7.24) Só aquele que ouve e pratica as suas palavras pode ser considerado prudente.
- Deus forte: Desde o inicio do cristianismo até hoje sempre houve os que negam a divindade de Jesus, mas bem antes do seu nascimento o profeta já deixava isto bem claro. João declarou que Ele é o verdadeiro Deus (1Jo 5.20).
- Pai da eternidade: Há os que acreditam que Cristo é um ser criado, mas Ele é desde os dias da eternidade (Mq 5.2). Antes de Abraão Ele é o “Eu sou” (Jo 8.58).
- Príncipe da paz: Só Jesus pode nos dar a verdadeira paz, diferente da que o mundo dá (Jo 14.27).


Conclusão: Deus presenteou o mundo com o seu filho Amado, para que todo aquele que desejar responder a este amor, por meio da fé, alcance a justificação dos seus pecados e a vida eterna. 
Feliz Natal!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Aliviando a carga (ilustração para pregação)

Aliviando a carga (ilustração para pregação)
                  lição: a importância da santificação

Conta-se que em um vilarejo morava um homem rico e muito ambicioso que nunca se contentava com o que tinha, queria sempre mais. Para atingir seus objetivos de lucro este homem não hesitava em explorar ao máximo os seus empregados, nas suas negociações ele buscava sempre levar a melhor, nunca se preocupava nem um pouco em prejudicar a outra parte.
Morava neste mesmo vilarejo um cristão, que continuamente anunciava a vida eterna. Quando o rico ouviu este homem falar sobre algo que ele ainda não tinha, teve logo curiosidade de pergunta-lo como poderia adquirir aquilo.
O cristão lhe disse: Venha comigo e eu lhe ensinarei o segredo para alcançar a vida eterna.
Naquele vilarejo havia um morro muito alto, chegando com o rico ao pé deste morro o cristão lhe disse: Pegue três pedras e vamos subir comigo este morro, enquanto isto vou lhe ensinando o segredo para a vida eterna.
Quando subiram alguns metros, o rico disse: Não consigo prosseguir, o peso destas pedras me impede.
O cristão disse: Lance uma fora e prossiga com as outras duas.
Assim o rico pode caminhar mais alguns metros, mas logo se cansou novamente. O cristão então lhe orientou a descartar mais uma pedra, o que lhe permitiu subir mais alguns poucos metros com aquela ultima pedra. Mas ele novamente parou e disse: Não consigo! É impossível subir com este peso.
O cristão então lhe disse: Então jogue fora esta pedra também e vamos subir. Logo os dois chegaram ao topo do monte.
O rico logo perguntou: Então? Qual é o segredo para se adquirir a vida eterna?
O cristão lhe esclareceu: Assim como foi preciso que você aliviasse o peso das pedras para chegar aqui, é necessário aliviar o peso do pecado para se alcançar a vida eterna.


“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;” (Hebreus 12.14)


(Baseado em ilustração encontrada na internet)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Aprendendo com as virtudes dos jovens da bíblia

Estudo bíblico em forma de esboço
Tema: Aprendendo com as virtudes dos jovens da bíblia.

Introdução: Ao longo das escrituras encontramos muitos jovens que se mostraram virtuosos, aprenderemos grandes lições se atentarmos para o exemplo de vida deles. Vejamos alguns exemplos:

1: José e sua fidelidade a Deus, mesmo quando ninguém estava vendo (Genesis 39.7-12).

2: Moisés e sua visão espiritual (Hebreus 11.24-26).

3: Rute e sua decisão firme de servir ao Deus verdadeiro (Rute 1.15-17), seu esforço (Rute 2.2) e sua prudência e virtude (Rute 3.10-11).

4: Samuel e sua decisão de não seguir o mau exemplo (1 Samuel 2.12-18,22,26).

5: Davi, seu zelo pelo Senhor, sua coragem e confiança em Deus (1 Samuel 17.26, 31-37,45).

6: Ester, sua modéstia (Ester 1.13-17), sua coragem e devoção a Deus (Ester 4.16).

7: Daniel e seu propósito de não se contaminar (Daniel 1.5,8).

8: Timóteo e sua dedicação ao Reino de Deus (1 Timóteo 4.12).


Conclusão: A bíblia registra historias de jovens que decidiram dedicar inteiramente a sua mocidade ao Senhor e também a historia de outros que não quiseram fazer o mesmo e que inevitavelmente colheram as consequências da sua má escolha. Sigamos o exemplo dos fieis!

veja também: Como ser um jovem forte

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A transformação pela renovação do nosso entendimento

A transformação pela renovação do nosso entendimento

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:1-2)

O cristão é chamado para ser uma nova criatura em Cristo Jesus (2 Coríntios 5:17), para viver e andar de maneira transformada na presença do Senhor. Mas para que esta transformação seja uma realidade constante em nossas vidas, uma coisa é fundamental: a renovação do nosso entendimento. Precisamos deixar de pensar, de analisar e de enxergar o mundo como o mundano vê. Precisamos encará-lo com o olhar de Cristo.
O entendimento é algo vital para o ser humano, como ser racional que é. É o entendimento que dirige as ações do ser humano. Um exemplo simples nos ajuda a entender isto: Quando saímos de casa para ir a um lugar costumeiro, seja o trabalho, a igreja, ou mesmo ao mercado, não precisamos de GPS, aquela rota está gravada em nossa mente e naturalmente chegamos lá. Espiritualmente não é diferente. Percorreremos sempre o caminho por onde nosso entendimento nos guiar. Dai a grande necessidade de termos um entendimento transformado e moldado pela palavra de Deus.
Um passo importante para termos um entendimento renovado é estarmos dispostos a nos apresentar como sacrifício vivo a Deus. É estarmos dispostos a nos rendermos sem reservas. Jamais poderemos corresponder na mesma altura o amor que Cristo nos demonstrou, pois ele sendo Deus se fez homem para morrer por nós. Mas no mínimo devemos entregar e dedicar as nossas vidas a Ele: E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Coríntios 5:15).
Outro passo para termos um entendimento renovado é não nos conformarmos com este mundo, haja visto, que o mundo e o reino de Deus tem governos opostos, ou seja, enquanto o reino de Deus é dirigido por Cristo o mundo jaz no maligno (1 João 5:19) que é o seu príncipe (João 12:31). Por isso a visão do mundo jamais contemplará a vontade de Deus, mas sim a vontade daquele que o dirige. Assim nós, os filhos de Deus, não poderemos jamais nos conformar com esta sua visão. O Senhor Jesus bem disse que nós estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele (João 17:11-14).
O texto de Paulo nos mostra claramente que só quando tivermos uma vida transformada, o que só é possível se tivermos também um entendimento renovado pela palavra de Deus o que nos fará pensar e enxergar como Cristo e não como o mundo. Só então, poderemos também experimentar a vontade de Deus a qual é boa, agradável, e perfeita para as nossas vidas.

Buscando sempre na palavra do meu Deus a renovação do meu entendimento, para viver assim de maneira transformada e experimentar a boa vontade Dele em todo tempo.


Sidone Gouveia


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Três atitudes para o crente estar firmado na fé (esboço de pregação)

Três atitudes para o crente estar firmado na fé (esboço de pregação) 

Tipo de sermão: temático 

Texto base: (Colossenses 1.21-23) 

Introdução:
- Estar firme na fé é condição para permanecer reconciliado com Deus (v.23), (v.21).
- Muitos tem andado vacilantes e inconstantes.
- As promessas da Palavra são exclusivas para aquele que ficar firme até o fim.
Vejamos então três atitudes que são indispensáveis para que o crente esteja firmado na fé:

1. Para estar firmado na fé é preciso andar em constante vigilância.

- (Mateus 26:41) Precisamos vigiar e orar constantemente, porque embora o espírito esteja preparado a carne é fraca.
- (1 Pedro 5:8) Devemos ser sóbrios o tempo todo porque o inimigo vive ao derredor buscando nos tragar.
- (1 Coríntios 9:27) Precisamos seguir o exemplo de Paulo, subjugar o nosso corpo para não corrermos o risco de sermos reprovados.
Ilustração: (As dez virgens)

2. Para estar firmado na fé é preciso conhecer e praticar a Palavra.

- (Tiago 1:25) Só pode estar firme na fé, aquele que não é ouvinte esquecido, mas cumpridor da Palavra.
- (Oséias 4:6) O povo de Deus é destruído quando lhe falta conhecimento da vontade de Deus, a qual está expressa na Palavra.
- (João 14:21) Só ama verdadeiramente a Cristo, aquele que tem os seus mandamentos e os guarda.

3. Para estar firmado na fé é preciso ser cheio do Espírito Santo.

- (Gálatas 5:16) Quando andamos no Espírito não cumprimos a concupiscência da carne.
- (Romanos 8:5-6) A inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
- (Efésios 5:18) Não podemos nos envolver com o mundo, mas devemos nos encher do Espírito.


Conclusão: Quando adotamos estas três atitudes: vigiamos, aprendemos e vivemos a Palavra e nos enchemos do Santo Espírito, com certeza estamos firmados na fé.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Praticando a verdadeira religião (esboço de pregação)

Praticando a verdadeira religião (esboço de pregação)

Texto base: (Is 29,13)

Tipo de sermão: temático 


Introdução: Os pais da igreja interpretavam o termo religião por “religar”, ou seja, o propósito da religião é religar o homem a Deus. No entanto, a religião só cumprirá este papel em nós, se a religião que praticarmos for verdadeira e não falsa.
Vejamos três pontos fundamentais para que a nossa religião seja verdadeira:

1. A prática da verdadeira religião se baseia na Palavra de Deus e não em filosofias e tradições.
- A bíblia nos adverte a ter cuidado para não sermos seduzidos pelas filosofias e tradições (Cl 2.8).
- As tradições, muitas vezes, invalidam os mandamentos de Deus (Mc 7.9).
- A Palavra de Deus é totalmente suficiente para nos guiar em toda boa obra (2Tm 3.16-17).

2. A prática da verdadeira religião produz frutos espirituais.
- Israel foi rejeitado porque não produzia mais frutos (Mt 21.43).
- A religião só é pura e imaculada se for acompanhada de piedade (Tg 1.27).
- Se não formos capazes de mortificar a nossa carne, a nossa religião se torna vã (Tg1.26).
- Somos ramos ligados à videira que é Cristo, nosso dever é produzir frutos (Jo 15.1-2).

3. A prática da verdadeira religião nos santifica para Deus.
- A pratica da religião pura e imaculada nos separa da corrupção do mundo (Tg 1.27).
- Só experimentamos a boa vontade de Deus quando não nos conformamos com este mundo (Rm 12.2).
- Tiago diz que o amigo do mundo sempre será inimigo de Deus (Tg 4.4).


Conclusão: Só estaremos praticando a verdadeira religião, se estivermos nos desvencilhando das filosofias e das más tradições para vivermos somente a Palavra. Se estivermos buscando produzir frutos e se estivermos trabalhando o nosso processo de Santificação. Se assim fizermos, estaremos “guardando o contacto com o nosso Salvador”!

quinta-feira, 31 de março de 2016

A doutrina da trindade (estudo bíblico em forma de esboço)

A doutrina da trindade (estudo bíblico em forma de esboço)

Texto base: (Mt 28,19)

1- A base da doutrina:

A doutrina da trindade se baseia nas afirmações bíblicas de que:
- Há um só Deus (Dt 6.4), (Gl 3.20)
- O Pai é Deus (1Co 8.6)
- O filho é Deus (Hb 1.5-8), (1Jo 5.20)
- O Espírito Santo é Deus (At 5.3-4)
Logo compreendemos que há um só Deus que subsiste em três pessoas distintas: Pai, filho e Espírito Santo, eis a base da doutrina da trindade.

2- A trindade ao longo da bíblia:

- A trindade na criação do homem “façamos” (Gn 1.26)
- A trindade em vários textos do Antigo Testamento (Dn 7.13-14), (Is 6.8) “ir por nós”, (Is 7.14), (Is 9.6) e (Sl 110.1)
- A trindade na grande comissão (Mt 28.19-20)
- A trindade no batismo de Jesus (Mt 3.16-17) três pessoas visivelmente distintas.
- A trindade na eleição dos salvos (1Pe 1.2)
- A trindade no testemunho do próprio Cristo (Jo 14.16,26)
- A trindade na distribuição dos dons (1Co 12.4-6)
- A trindade na benção apostólica (2Co 13.13)
- A trindade no martírio de Estevão (At 7.55-56)

3- A personalidade do Espírito Santo:

Um dos argumentos dos críticos da doutrina da trindade é que o Espirito Santo não é um ser pessoal, mas a Palavra de Deus nos diz justamente o contrário, ela nos apresenta o Santo Espírito como um ser dotado de escolha e de emoções:
- O E. S. ama (Rm 15.30)
- O E. S. pode ser entristecido (Ef 4.30)
- O E. S. tem vontade própria (1Co 12.11), (At 15.28)
- O E. S. intercede e pensa (Rm 8.26-27)
- É possível se mentir ao E. S. (At 5.3-4)

4- Entendendo a trindade pelos atributos exclusivos das pessoas divinas:

Quando buscamos estudar e conhecer a Deus nas páginas sagradas, percebemos que Ele tem atributos exclusivos que não podem ser encontrados em nenhum ser criado, como por exemplo: Onisciência (só Deus sabe todas as coisas), Imutabilidade (Deus é sempre o mesmo). Vamos citar a seguir os três principais atributos exclusivos de Deus e mostrar que eles estão presentes nas três pessoas divinas que compõem a trindade:
- Onipotência (Deus pode todas as coisas):
. No Pai (Jr 32.17)
. No filho (Mt 28.18)
. No E. S. (Is 40.13-15)
- Onisciência (Deus sabe todas as coisas):
. No Pai (Sl 139.1-4)
. No filho (Jo 2.24-25)
. No E. S. (1Co 2.10-11), (Is 40.13).
- Onipresença (Deus está em toda parte):
. No Pai (Jr 23.23-24)
. No filho (Mt 18.20)
. No E. S. (Sl 139.7-10)

5- Distinguindo as pessoas divinas pela qualidade de Criador Eterno.

O Criador se distingue claramente das criaturas que Ele próprio formou, já que o criador é eterno, sem principio, e por ninguém foi criado. Temos então dois grupos distintos: Criador e criatura, e aqui as três pessoas da trindade se encaixam no primeiro grupo.
- O Pai: Criador (Gn 1.1) eterno (Rm 16.26)
- O filho: Criador (Jo 1.1-3) eterno (Mq 5.2)
- O Espírito Santo: Criador (Jó 26.13) eterno (Hb 9.14)        

    

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Levando a cruz

Levando a cruz

"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." (Lucas 9:23)

   No que temos conhecido como meio cristão ou meio evangélico cada vez ouvimos menos a mensagem que nos alerta sobre a necessidade de levar a cruz. A "igreja televisiva", ou seja, aquelas que apresentam programas de televisão normalmente só trazem mensagens do tipo: "você é filho, por isto deve exigir de Deus o melhor!". O que tais pregadores se esquecem é que nem mesmo ao filho unigênito Deus poupou, antes permitiu que ele carregasse a sua cruz para que nós também pudêssemos nos tornar filhos (João 1:12).
   O Senhor Jesus deixa bem claro. Quem quiser segui-lo, quem quiser andar com Ele precisa partilhar do sofrimento que Ele sofreu, precisa estar disposto a levar a sua própria cruz. Este levar a cruz não é esporádico, não é de vez em quando, ele é diário: "tome cada dia a sua cruz". A mensagem que Paulo e Barnabé ensinavam nas igrejas que eles fundavam era bem direta: "...pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus." (Atos 14:22). Ou seja, se alguém procura uma religião que lhe prometa não passar por lutas e tribulações nesta vida, esta religião certamente não é o cristianismo, pelo menos não o cristianismo genuíno.
   Agora se engana quem imaginar que as lutas e dificuldades, ou seja, que o levar a cruz faz do crente uma pessoa triste. Antes até nas tribulações o crente se alegra: "...estou cheio de consolação; transbordo de gozo em todas as nossas tribulações." (2 Coríntios 7:4). E por que se alegrava o apóstolo Paulo em suas tribulações? Porque o Espírito Santo lhe comunicava que as aflições enfrentadas aqui produziriam uma recompensa gloriosa no porvir: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" (2 Coríntios 4:17). Está corretíssimo então o refrão do hino 291 da harpa cristã quando diz: "Levarei eu também minha cruz até por uma coroa trocar".
   Mas fato também é que lutas e dificuldades não são exclusividade dos crentes, todo homem está sujeito a elas. A diferença é que o crente não luta sozinho, Deus está sempre lhe fortalecendo para cada batalha. Assim como o Senhor não livrou a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego de irem para a fornalha de fogo ardente do rei Nabucodonosor, mas entrou com eles lá e os livrou do poder das chamas. Assim como o Senhor não livrou a Daniel de ir para a cova de leões do rei Dário, mas esteve lá com ele e fechou a boca dos leões. Assim também o Senhor por vezes não livra o crente de entrar em uma tribulação, mas Ele está sempre lá com ele para lhe garantir a vitória.

   Não rejeitando a minha cruz, sabendo que é o Senhor quem me fortalece para levá-la, até aquele dia em que a trocarei por uma coroa de glória.

Sidone Gouveia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O ministério da reconciliação (estudo bíblico)

O ministério da reconciliação (estudo bíblico)



Texto base: Romanos 5:1-11



1 - TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;



2 - Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.



3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,



4 - E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.



5 - E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.



6 - Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.



7 - Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.



8 - Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.



9 - Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.



10 - Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.



11 - E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.



1 - TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;



- Estávamos na condição de inimigos de Deus, por causa dos nossos pecados. O primeiro passo para a nossa reconciliação, partiu de Deus, foi a justificação.



Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2)



- O que significa Justificação? Arthur Tappan Pierson, pastor presbiteriano do século passado, assim definiu: “ao justificar os pecadores, Deus os chama de justos quando, na verdade, não o são; deixa de imputar-lhes os pecados que eles tem e imputa-lhes justiça que eles não tem.”



- Em uma visão espiritual, justificação é o ato de tornar justo e sem culpa aquele que se tornou abominável a Deus por causa do pecado. E por mais que as religiões apresentem receitas para isso, como o chamado purgatório ou a pratica da caridade assistencial, a palavra da verdade é incisiva em dizer que houve um único ato que foi capaz de realizar esta obra entre a humanidade, a morte sacrificial de Cristo na cruz do calvário:



por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Romanos 5:18)



O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” (Romanos 4:25)



- Só através da justificação pelo sacrifício de Cristo pudemos alcançar a paz com o Deus Santíssimo.



- A única forma de ter acesso a esta justificação é através da fé na verdade salvadora "TENDO sido, pois, justificados pela fé"



"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2:8)



- O sacrifício de Cristo em si contém o poder de purificar, mas o homem só pode ter acesso a ele por meio da fé, crendo no seu magnifico nome.







2 - Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.



- Uma vez alcançado pela graça o cristão já pode se gloriar na esperança do que Deus lhe tem reservado.



"Alegrai-vos na esperança..." (Romanos 12:12.a)



Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas,

Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.” (Jeremias 9:23,24)



Eis que vos dou poder para pisar em serpentes e escorpiões, e sobre toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum.

Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.” (Lucas 10:19,20)



3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,



- O cristão maduro consegue se gloriar até mesmo nas tribulações.



"... estou cheio de consolação; transbordo de gozo em todas as nossas tribulações." (2 Coríntios 7:4)



"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;" (2 Coríntios 4:17)



- O efeito das tribulações na vida do crente fiel é o fortalecimento da perseverança: "sabendo que a tribulação produz a paciência,"



4 - E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.



- A perseverança produz experiência com Deus (maturidade), e esta por sua vez renova as esperanças do crente.



Meus irmãos, tende grande alegria quando enfrentardes várias tentações;

Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.

Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.” (Tiago 1:2-4)



5 - E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.



- A esperança arranca de nós qualquer duvida ou temor, por causa do amor que o Espírito derramou em nossos corações.

Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;” (Tito 1:2)



"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor..." (1 João 4:18.a)



6 - Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.



- Cristo nos amou incondicionalmente e se sacrificou por nós conhecendo todas as nossas imperfeições.



Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 João 4:19)



7 - Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.



- O sacrifício de Cristo não foi em favor de nenhum justo, mas em favor de homens e mulheres que nada mereciam.



Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (1 Timóteo 1:15)



8 - Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.



- Deus não nos ama apenas por palavras, mas seu amor foi provado com a maior da atitudes.



Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (João 15:13)



9 - Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.



- Se quando estávamos nos nossos pecados Cristo se dispôs a morrer por nós, muito mais agora já justificados desfrutaremos as suas bênçãos.



Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus...” (1 Pedro 3:18)



10 - Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.



- Se a morte de Cristo foi a nossa vitoria, quanto mais vitorioso nos torna a sua vida.



11 - E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.



- Agora, depois de crer, e ter acesso à justificação pela graça salvadora de Cristo, já não somos mais estranhos e nem inimigos de Deus, mas herdeiros dele e co herdeiros de Cristo:



Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” (Tito 3:7)



"E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados." (Romanos 8:17)



"E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;" (2 Coríntios 5:18)