O
sal da terra (post 1) As características do sal
Mateus
5:13
“Vós sois o sal da terra; e se o
sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se
lançar fora, e ser pisado pelos homens.”
Foi no sermão do monte que Jesus pronunciou estas tremendas e fortes palavras. Aqui, ele chama os seus seguidores de “o sal da terra” para ilustrar o papel que devemos desempenhar neste mundo.
Além
disso, ele alerta para o risco de “o sal”
não cumprir a sua função, ou seja, se tornar insípido. Neste caso, ele perde
três coisas, a saber: Seu sabor “com que
se há de salgar?”; Seu valor “Para
nada mais presta”; Seu lugar “senão
para se lançar fora”.
Sobre
estas coisas, porém, comentaremos nas próximas postagens, se o Senhor nos
permitir. Nosso desejo agora é nos atermos a nossa função como o “o sal da terra”, e para melhor podermos
entendê-la, vamos observar três
características do sal.
Quanto
à primeira característica a que me refiro, trata-se do seu efeito preservador. Quando um alimento é salgado isso impede
que microrganismos atuem para estragá-lo.
Até
bem pouco tempo ainda era comum a prática de salgar a carne para preserva-la da
deterioração, em locais que não se despunham de freezer para congelá-la. Assim também
nós, como “o sal da terra”, temos a
função de preservar o mundo da deterioração moral e podridão espiritual que o
maligno busca implantar nele.
Em
I Timóteo 3:15, Paulo, pelo Espírito, nos chama a nós, “a igreja do Deus vivo”, de “a
coluna e firmeza da verdade”. Com isso ele está dizendo que temos a
responsabilidade de servir de referencial para, que através de nós, os perdidos
encontrem a verdade de Deus.
Há
quem diga que os crentes lêem a Bíblia e os do mundo lêem os crentes. Isso deve
nos fazer refletir com seriedade na importância do testemunho cristão que
estamos passando à “nuvem de testemunhas”
(Hebreus 12.1) que nos rodeia.
Já
a segunda característica do sal, diz respeito a sua capacidade de provocar sede. Quem já não teve a experiência de
sentir uma sede, capaz de levá-lo a tomar vários copos d’água, por ter comido
uma carne um pouco mais salgada.
Da
mesma forma nós, como “o sal da terra”, temos
também a função de provocar, naqueles que nos cercam, a sede da água viva, que
sai da sublime fonte que é o Senhor Jesus.
Temos
que, com nossas atitudes, provocar nas pessoas o desejo de também glorificar a
Deus em suas vidas. Foi o que o Senhor Jesus ensinou neste mesmo sermão: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos
homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está
nos céus.” (Mateus 5:16)
E
estes, em quem despertaremos sede de glorificar a Deus, não deixarão de ser
saciados, pois o próprio Senhor promete: “A
quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.” (Apocalipse
21:6).
E
por fim, a ultima característica do sal que quero mencionar, esta relacionada a
sua ação invisível. O sal não muda
em nada a aparência do alimento, nem tampouco pode ser enxergado depois que se
dissolve para temperar o mesmo. No entanto, é impossível não perceber a sua
ação.
Do
mesmo modo, devemos nós trabalhar para Cristo sem buscar notoriedade ou o
reconhecimento dos homens. Sabendo que nosso louvor virá do Senhor!
Isso...
Se fizermos como João Batista, ou seja, transferirmos toda a glória para ele.
Veja o que João dizia: “É necessário que
ele cresça e que eu diminua.” (João 3:30).
Que
conosco não seja diferente, que Jesus cresça cada dia mais em nossas vidas, e
que o nome dele seja sempre glorificado em nós e em nossas obras.
Buscando
ser sal, para fazer diferença neste mundo perdido, causando sede do Deus vivo
nos que me cercam e deixando a glória para quem lhe é devida, o meu Cristo.
